As manifestações ocorrem em todas as 31 províncias do país
A onda de protestos que atinge o Irã desde o final de dezembro de 2025 já resultou em pelo menos 65 mortos e mais de 2.300 prisões, segundo balanços recentes de entidades de direitos humanos. As manifestações, que ocorrem em todas as 31 províncias do país, foram motivadas por uma grave crise econômica, marcada pela desvalorização histórica da moeda nacional (o rial) e pelo aumento desenfreado do custo de vida.
Em resposta aos atos, o regime iraniano intensificou a repressão e impôs um bloqueio nacional à internet e às comunicações para conter a organização dos manifestantes. Relatos e vídeos que circulam nas redes sociais mostram confrontos diretos e o uso de força letal pelas forças de segurança, enquanto o governo justifica a violência alegando a presença de “agentes terroristas” e influência estrangeira nos distúrbios.
A crise escalou para além das pautas econômicas, com manifestantes entoando gritos contra o regime teocrático e o líder supremo Ali Khamenei. O cenário atraiu atenção internacional, com os Estados Unidos ameaçando reações severas caso o uso de violência contra civis continue, enquanto a população local segue desafiando o regime em um dos maiores movimentos de resistência vistos no país nos últimos anos.
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