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Líder supremo do Irã chama Trump de “criminoso” e o acusa de incitar protestos

Líder supremo do Irã chama Trump de “criminoso” e o acusa de incitar protestos

 MUNDO


líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado, ao chamá-lo de “criminoso” e responsabilizá-lo pela repressão violenta aos protestos que tomaram o país nos últimos dias. As declarações ocorreram um dia após Trump anunciar que desistiu de ordenar um ataque militar contra Teerã.

“Consideramos o presidente dos Estados Unidos um criminoso pelas mortes, pelos danos e pelas calúnias que impôs à nação iraniana”, afirmou Khamenei em um discurso divulgado pela Iran International. Segundo o líder religioso, Trump teria interferido diretamente na crise interna do país. “O próprio Trump interveio nessa instabilidade, fez declarações, incentivou os manifestantes e disse que forneceria apoio militar”, acrescentou.

A escalada verbal ocorre após Trump revelar, na sexta-feira, que decidiu recuar de uma ofensiva contra a República Islâmica. De acordo com o presidente norte-americano, a decisão foi influenciada por um sinal enviado por Teerã de que teria cancelado planos para execuções em massa de manifestantes.

“Respeito muito o fato de que todas as execuções programadas, que aconteceriam ontem — mais de 800 —, foram canceladas pela liderança do Irã. Obrigado!”, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social.

Ainda na sexta-feira, Trump afirmou a jornalistas que chegou a “se convencer” da necessidade de apoiar publicamente os manifestantes que protestavam contra o regime iraniano, depois de ter adotado um discurso mais agressivo. No dia 2 de janeiro, ele chegou a alertar que os Estados Unidos estavam “prontos para agir”, afirmando que o país estava “travado, carregado e pronto”.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a mudança de postura do presidente teria ocorrido após pressões diplomáticas de Israel e da Arábia Saudita, que defenderam cautela diante do risco de um conflito regional mais amplo.

Enquanto isso, a repressão no Irã continua gerando preocupação internacional. A Human Rights Activists News Agency estima que mais de 3 mil manifestantes tenham sido mortos em todo o país ao longo da semana, durante protestos contra o regime teocrático de Khamenei e a grave crise econômica enfrentada pela população.

De acordo com a entidade, parte significativa das mortes ocorreu durante apagões em escala nacional, quando o governo iraniano teria interrompido o acesso à internet para dificultar a organização e a divulgação dos protestos.

O tom agressivo adotado por Khamenei reforça a postura de confronto do governo iraniano em relação a Trump. A tensão aumentou ainda mais após a televisão estatal iraniana exibir imagens de uma tentativa de assassinato contra o presidente dos EUA, ocorrida em 2025, na cidade de Butler, na Pensilvânia. A transmissão foi acompanhada da legenda: “Desta vez, o alvo não será errado”, o que provocou reações de alerta no cenário internacional.

Gazeta Brasil

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