O ministro Fernando Haddad apresentou os resultados preliminares das contas públicas de 2025 e destacou que o índice ficou dentro da margem de tolerância do arcabouço.
© Valter Campanato/Agência Brasil
A equipe econômica do governo federal encerrou o ano de 2025 com um déficit primário de 0,1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (13), sinalizando que o resultado cumpre a meta estipulada para o período.
Pelas regras atuais do arcabouço fiscal, o objetivo central era o déficit zero, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Com o índice de 0,1 por cento, o governo registra o terceiro ano consecutivo de cumprimento das metas fiscais dentro do limite estabelecido em lei.
Haddad explicou que esse número inicial considera apenas as despesas da contabilidade fiscal regular. Ao incluir gastos autorizados por decisões judiciais e pelo Congresso, como os precatórios e indenizações a aposentados do INSS, o saldo negativo sobe para 0,48 por cento do PIB.
O ministro defendeu que a contagem detalhada desses valores reflete uma maior transparência nas contas públicas. Segundo ele, a inclusão de precatórios corrige distorções de anos anteriores e evita que dívidas judiciais fiquem ocultas do cálculo oficial de desempenho do governo.
Em relação ao endividamento público, o Ministério da Fazenda apontou que o principal fator de pressão sobre a dívida são os juros reais elevados, e não o resultado primário. Projeções recentes do Tesouro indicam que a dívida pode alcançar 95,4 por cento do PIB em uma década.
Os dados consolidados do fechamento fiscal de 2025 devem ser publicados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central até o final deste mês. O ministro reiterou que a atuação da pasta seguirá focada na consistência do primário para garantir a estabilidade econômica.
Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 20
da redação FM
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