Rubro-Negro finalizou 32 vezes, contra apenas um chute do Cruz-Maltino. Vitória por 1 a 0 afasta risco de rebaixamento
Com risco de ter que disputar o quadrangular contra o rebaixamento, o Flamengo enfim colocou o elenco principal para jogar e mostrou o porquê é o atual campeão brasileiro e da Libertadores. Contra o Vasco, na noite de quarta-feira (21), pela quarta rodada da fase de grupos do Carioca, o Rubro-Negro venceu por 1 a 0 o Cruz-Maltino, mas poderia ter goleado.
Foram 32 finalizações do time de Filipe Luís, contra apenas uma do Vasco, que ainda teve o volante Barros expulso. Com um homem a menos, o que já estava difícil para os comandados de Fernando Diniz ficou ainda pior. O gol do Flamengo saiu só aos 23 minutos do segundo etapa, num lindo chute de voleio do meia Carrascal, mas Léo Jardim fez inúmeras defesas e impediu uma derrota ainda maior.
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Antes da vitória contra o maior rival, o Rubro-Negro ainda não tinha vencido em 2026. Na estreia, empatou por 1 a 1 contra a Portuguesa-RJ. Depois, perdeu duas em sequência, contra Bangu, por 2 a 1, e Volta Redonda, por 3 a 0. A situação era crítica e o risco de ter que disputar o quadrangular contra a queda era real. Com dois clássicos pela frente, a diretoria interviu e exigiu a escalação de jogadores do elenco profissional, contrariando o planejamento desenvolvido pela comissão técnica de Filipe Luís.
“Os interesses da instituição estão sempre acima de qualquer planejamento. O clube entendeu que era o melhor, nós temos sempre que seguir o melhor para o clube. Eu sempre fiz isso desde que cheguei, o Bap também, o Boto também, somos pessoas com muita coragem porque tomar decisões desse nível requer muita coragem. Uma decisão onde todos tomamos todos, assumimos todos os riscos e bola para frente”, disse Filipe Luís em coletiva após o jogo.
Vasco na bronca com a arbitragem
Mesmo sendo amplamente dominado na partida, Fernando Diniz não escondeu seu descontentamento com a arbitragem. Sem medir palavras, o técnico do Vasco criticou o juiz Bruno Arleu de Araújo, que aplicou o cartão vermelho para Cauan Barros de forma direta.
“É uma expulsão, para mim, ridícula, um negócio sem sentido. Eu sinceramente ainda não consegui entender. O cara está passando, não sei se o Barros tentou dar um “totó” no cara. Não tem nada, não tem força excessiva, risco de lesionar o jogador, nada. Aí tem uma câmera que eles pegam, que para, com a perna da chuteira do Barros perto da panturrilha... Não tem força nenhuma ali, zero. É uma expulsão que condiciona muito o que poderia ser o segundo tempo. No primeiro tempo o Flamengo jogou melhor e, quando voltou o segundo tempo, a impressão é de que o jogo ia ser outro. Você vai ver que o campeonato vai acontecer, Carioca e Brasileiro, e o critério não vai ser o mesmo. Um lance como esse não vai acontecer a expulsão. Com aquela contundência ainda, com aquela vontade de expulsar, vai ser muito difícil acontecer”, disparou Diniz.
R7
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