Lançamento aconteceu nesta quinta-feira em Davos, na Suíça
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (22) em Davos, na Suíça, seu Conselho de Paz, em uma cerimônia na qual esteve acompanhado por cerca de 20 chefes de Estado e de governo, entre eles os presidentes de Argentina e Paraguai e o primeiro-ministro da Hungria. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi convidado, mas ainda não respondeu se fará parte do grupo.

Ao lançar o grupo, Trump afirmou que “o mundo é mais rico, seguro e pacífico” do que há um ano, logo quando assumiu seu segundo mandato. O republicano enumerou uma lista de conflitos que assegurou terem terminado graças à sua intervenção e destacou que “nenhum governo na história alcançou uma mudança tão radical em 12 meses”.
Trump assinou o ato de constituição do órgão – concebido inicialmente para supervisionar seu plano de paz para a Faixa de Gaza e que agora pretende ampliar para outros conflitos globais – em um evento realizado no auditório principal do Centro de Congressos.
Os governantes que se uniram à iniciativa, que ocuparam assentos dispostos no palco ao redor de Trump, também assinaram o ato de constituição antes do presidente dos EUA, para o que foram aproximando-se de uma mesa situada em um dos lados do palco.
– O que estamos fazendo é muito importante. Era algo que eu realmente queria fazer, e não conseguia pensar em nenhum lugar melhor – afirmou.
O republicano voltou a criticar a ONU, sobre a qual disse ter um “tremendo potencial” não utilizado, e assegurou que a combinação entre as Nações Unidas e seu Conselho produzirá “uma coisa única no mundo”.
Entre os presentes no ato estiveram alguns dos integrantes da junta diretiva do novo órgão, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o secretário de Estado americano, Marco Rubio; o emissário da Casa Branca, Steve Witkoff; e Jared Kushner, genro de Trump.
Além disso, participaram da cerimônia os presidentes da Argentina, Javier Milei; e do Paraguai, Santiago Peña, assim como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán; e o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev – países que apoiam a iniciativa.
Em seu discurso no evento, Rubio destacou as conquistas de Trump em favor da paz, definindo-o como um presidente de ação e um líder com “a visão e a coragem para sonhar o impossível”. Até agora, pelo menos 35 de cerca de 50 chefes de Estado e de governo aceitaram fazer parte do Conselho de Paz.
Entre os países que aceitaram ser membros do órgão estão Israel, Argentina e Egito, enquanto outras nações como França, Noruega e Suécia rejeitaram a iniciativa. Segundo revelou o próprio Trump nesta quarta (21), o presidente russo, Vladimir Putin, aceitou unir-se ao órgão, embora o Kremlin ainda não tenha confirmado oficialmente este ponto.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou na quarta-feira (22), por meio de um de seus porta-vozes, que o Conselho de Paz de Trump é, por ora, “amorfo”, e ressaltou que o apoia “estritamente” para seu trabalho na Faixa de Gaza.
*EFE
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