O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vive um momento de forte instabilidade interna. Uma sequência de pedidos de desligamento em cargos de chefia elevou a tensão no órgão após a exoneração da pesquisadora Rebeca Palis da Coordenação de Contas Nacionais — área responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Reação em Cadeia
Segundo apuração da Folha de S.Paulo e informações confirmadas nesta segunda-feira (26), pelo menos três gestores estratégicos entregaram suas funções em sinal de solidariedade a Palis. Os nomes que deixaram os postos são:
Cristiano Martins: Gerente de bens e serviços e substituto imediato de Rebeca;
Claudia Dionísio: Gerente de contas nacionais trimestrais;
Amanda Tavares: Gerente substituta da área de contas trimestrais.
Internamente, o movimento é visto como um protesto contra a decisão da diretoria, tomada em 19 de janeiro. Em nota, o IBGE minimizou o conflito, afirmando que a transição no comando da área está sendo realizada “de forma dialogada”.
Nos bastidores do instituto, a saída de Rebeca Palis é interpretada como uma retaliação. A pesquisadora foi uma das signatárias de uma carta pública que criticava a gestão de Marcio Pochmann, presidente do IBGE indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde 2024, técnicos e o sindicato da categoria vêm questionando o que descrevem como uma condução “centralizada e politizada” da instituição, gerando um conflito direto entre o corpo técnico concursado e a cúpula do órgão.
A crise ocorre em um momento técnico sensível. A divulgação do PIB do quarto trimestre e o fechamento consolidado de 2025 estão previstos para o dia 3 de março.
Gazeta Brasil
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