​Comida e saúde pesam no bolso: Veja o que subiu na prévia da inflação de janeiro

​Comida e saúde pesam no bolso: Veja o que subiu na prévia da inflação de janeiro

 


Prévia da inflação desacelera em janeiro, mas alimentos e saúde seguem pressionando preços


A prévia da inflação oficial do país desacelerou em janeiro e ficou em 0,20%, abaixo da taxa registrada em dezembro, que foi de 0,25%. Os dados do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar do recuo mensal, o índice acumulado em 12 meses avançou para 4,50%, acima dos 4,41% observados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2025, a variação havia sido de 0,11%.

O IPCA-15 se diferencia do IPCA, indicador oficial da inflação, principalmente pelo período de coleta dos preços, que ocorre em datas distintas.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco apresentaram alta no mês. O maior impacto veio do grupo de saúde e cuidados pessoais. Os principais aumentos foram registrados nos artigos de higiene pessoal, que ficaram quase 2% mais caros, e nos planos de saúde, com elevação média de 0,49%.

Os alimentos e bebidas, grupo de maior peso no índice, também contribuíram para a alta da inflação em janeiro. O resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos expressivos do tomate (16,28%) e da batata-inglesa (12,74%), além das altas das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%).

Por outro lado, o grupo dos transportes apresentou queda, ajudando a conter o avanço do índice no mês. Segundo o IBGE, o recuo foi influenciado principalmente pela redução nas passagens aéreas e pela implementação da tarifa zero no transporte público em Belo Horizonte.

No caso do ônibus urbano, foram incorporados reajustes tarifários em diversas capitais, como Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador. Em São Paulo e Belo Horizonte, no entanto, o impacto foi negativo no índice devido às gratuidades oferecidas aos domingos e feriados.

Na contramão do alívio observado nos transportes, os combustíveis registraram alta média de 1,25% em janeiro. O avanço foi puxado principalmente pelo etanol, que subiu 3,59%, seguido pela gasolina (1,01%), gás veicular (0,11%) e óleo diesel (0,03%).

Gazeta Brasil

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