COP30 em Belém: Significado dos termos e siglas-chave sobre clima e negociação

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COP30 em Belém: Significado dos termos e siglas-chave sobre clima e negociação

 Com o início da 30ª Conferência das Partes da ONU (COP30) na Amazônia, um guia rápido de termos e siglas se torna essencial para entender os debates sobre mudanças climáticas, negociações e financiamento global que ocorrem em Belém até 21 de novembro.

       
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os corredores do Parque da Cidade, em Belém, onde acontece a COP30, estão repletos de termos técnicos e siglas que definem a agenda global de mudanças climáticas. A seguir, um guia com o significado das principais expressões e acrônimos utilizados nos debates:

Termos e Siglas-Chave da COP30

Documentos e Estrutura

Acordo de Paris: Acordo internacional lançado na COP21 (2015), que reúne ações globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Convenção de Clima (UNFCCC): Documento lançado na Eco-92 (Rio de Janeiro), que estabelece o princípio das responsabilidades “comuns, mas diferenciadas” na redução das emissões.

COP (Conferência das Partes): Encontro global anual, iniciado em 1995, para debater soluções e implementar a Convenção do Clima e seus instrumentos.

Protocolo de Quioto: Tratado de 1997 que antecedeu o Acordo de Paris, focado na redução de emissões de GEE para conter o aquecimento global.

Livro de Regras de Paris: Documento elaborado na COP24 (Polônia) para orientar as partes sobre como concretizar o Acordo de Paris e limitar o aquecimento global.

NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas): Metas e compromissos assumidos por cada país para a redução de emissões, com atualizações previstas a cada cinco anos.

Metas e Ações Climáticas

Missão 1,5ºC: O esforço global para conter o aquecimento do planeta em até 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, considerado o limite crítico para evitar consequências desastrosas.

Mitigação Climática: Ações e políticas públicas para reduzir a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) e aumentar os sumidouros de carbono.

Adaptação Climática: Mudanças necessárias em estruturas urbanas, sistemas baseados na natureza e ecossistemas para suportar os efeitos do aquecimento global já alcançados.

Combustíveis Fósseis: Petróleo, carvão e gás mineral, responsáveis por grande parte das emissões de GEE.

GEE (Gases do Efeito Estufa): Gases que retêm o calor na atmosfera, como o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.

Sumidouro: Mecanismos naturais, como florestas e oceanos, capazes de remover GEE da atmosfera.

Financiamento e Transparência

NCQG (Nova Meta Quantificada Global de Finanças): Acordo para um fluxo de financiamento climático para auxiliar países menos desenvolvidos na transição para uma economia de baixo carbono.

Mapa do Caminho de Baku à Belém: Relatório focado em soluções para alcançar a meta de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático para assistência aos países vulneráveis até 2035.

GST (Balanço Global): Mecanismo de transparência que avalia o progresso a longo prazo nas metas de emissões dos GEE, previsto no Artigo 14 do Acordo de Paris.

Artigo 6: Artigo do Acordo de Paris que trata da criação de ferramentas para o funcionamento de um mercado de carbono global.

Perdas e Danos: Impactos econômicos e sociais das mudanças climáticas, como a destruição de infraestruturas e perdas culturais.

Conceitos e Riscos

Justiça Climática: Abordagem que busca equilibrar economia, meio ambiente e os direitos das pessoas (em especial as mais vulneráveis) com uma distribuição justa de prejuízos e benefícios.

Ponto de Inflexão ou de Não Retorno: Momento em que um ecossistema perde sua capacidade de funcionamento natural (ex: a Amazônia), comprometendo o equilíbrio global.

Por Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil - 20

da redação FM

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