A Justiça não informou nomes dos denunciados condenados.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada em São Paulo e Manaus para armazenar e remeter drogas, além de movimentar recursos ilícitos. A logística incluía o transporte interestadual de cargas camufladas, escolta armada, uso de contas bancárias em nome de terceiros e a aquisição de imóveis e veículos de luxo para disfarçar os lucros obtidos com o tráfico.
As condenações decorrem da Operação Náufrago, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Rondônia. O processo teve origem em 2021, quando a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 400 quilos de cocaína em um caminhão na BR-364. A análise do celular do motorista revelou a existência da rede criminosa estruturada e comandada pelo réu conhecido pelo codinome “Patrão Maike”.
O processo principal reunia inicialmente 20 acusados, mas foi desmembrado porque parte dos réus não havia sido localizada. Na decisão mais recente, foram julgados os dois últimos envolvidos. O caso segue agora para o Tribunal de Justiça de Rondônia, que analisará eventuais recursos apresentados pelas defesas e pelo Ministério Público.
Na sentença anterior, referente aos autos nº 7045164-08.2022.8.22.0001, 11 réus já haviam sido condenados por participação no esquema criminoso, com penas que variaram entre 4 anos e 10 meses até 24 anos e 6 meses de prisão, de acordo com o grau de envolvimento de cada um. Outros 8 acusados foram absolvidos por falta de provas ou ausência de comprovação de participação nos crimes.
com TJRO
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