Em 1996 a Justiça Eleitoral brasileira deu um salto gigantesca em direção ao futuro ao implantar no país um processo eleitoral modelo,..Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.
Em 1996 a Justiça Eleitoral brasileira deu um salto gigantesca em direção ao futuro ao implantar no país um processo eleitoral modelo, que hoje, quase três décadas depois, se constituiu no mais seguro do planeta. O voto eletrônico deu a nós, brasileiros, a garantia e a certeza de que o voto digitado na urna não corria o risco de ser fraudado, ao contrário do que acontecia nas eleições com voto de papel.
A urna eletrônica acabou com as fraudes na votação e isso, para quem fazia uso das urnas “emprenhadas”, do voto já “votado” que eram entregues aos eleitores, restando a este apenas depositá-lo na urna, foi um direto no queixo fazendo os “espertinhos” irem à lona. A urna eletrônica tornou a manipulação do voto impossível para os fraudadores.
E essa é a mais pura realidade, tanto é que em 25 anos de uso da urna eletrônica, não se ouviu mais falar em fraude eleitoral no Brasil, e colocou o país a frente dos Estados Unidos, por exemplo, que ainda utiliza um sistema arcaico de séculos atrás.
A urna eletrônica também deu mais agilidade na contagem de votos e divulgação de resultados reduzindo o tempo de apuração dos votos, que antes durava semanas — e em alguns casos até de meses. Agora em poucas horas, é possível saber quem venceu as eleições.
Ultimamente esse processo confiável passou a ser atacado por alguns segmentos políticos sob a alegação de que o voto eletrônico não é seguro e, por isso, passível de fraude. O próprio presidente da República, em uma viagem aos Estados Unidos, colocou em dúvida o pleito em que ele foi eleito.
Quase um ano depois, nenhuma prova de fraude surgiu, mesmo assim, a bandeira da desconfiança foi novamente erguida. Agora a pressão é sobre o pleito de 2022. Tanto no Congresso Nacional quanto nas redes sociais o assunto ganha eco a ponto de entrar em pauta como Projeto.
Discutir esse tema num momento como esse não seria oportuno sendo que a prioridade seria vacinar a população. Outro problema é que uma alteração como essa requer tempo para aplicação devido a mudança de tecnologia e aquisições de produtos e equipamentos.
Devemos considar ainda que a tese de transparência, como alegam seus defensores, pode causar outro pano de fundo. Os candidatos que insistem na prática de compra de votos terão grande vantagem nessa mudança. É que eles passarão a exigir a comprovação de que o eleitor comprado tenha votado de fato nele. E isso pela Constituição brasileira configura-como crime por violar o sigilo do voto além de crime eleitoral pela compra e venda de votos. Ou seja, além de retrocesso é uma medida inconstitucional.
da redação F/M

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