Lucro da Caixa cai 34% após novas regras do BC

Lucro da Caixa cai 34% após novas regras do BC

 Lucro da Caixa recua no primeiro trimestre após aumento das provisões contra inadimplência exigidas pelo Banco Central.

                                                                      foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil


O lucro da Caixa Econômica Federal caiu 34,4% no primeiro trimestre de 2026, pressionado pelas novas regras do Banco Central para cobertura de risco de inadimplência.

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Segundo balanço divulgado pela instituição financeira, o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões entre janeiro e março. O resultado foi impactado principalmente pelo aumento das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram no período.

A mudança regulatória do Banco Central passou a exigir que os bancos considerem perdas futuras esperadas nas operações de crédito, e não apenas prejuízos já efetivamente registrados. Com isso, a Caixa ampliou as reservas financeiras destinadas à cobertura de possíveis calotes.

Mesmo com a queda no resultado, a instituição manteve crescimento da carteira de crédito, especialmente no financiamento imobiliário, setor em que segue líder no país.

O índice de inadimplência da Caixa chegou a 3,71% no trimestre, representando alta de 1,22 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as provisões para perdas alcançaram R$ 6,5 bilhões, avanço de 225% em 12 meses.

A carteira total de crédito atingiu R$ 1,41 trilhão, crescimento de 11,3% na comparação anual. O financiamento imobiliário segue como principal operação do banco, com saldo de R$ 966,2 bilhões e participação de 68% no mercado nacional.

O segmento de pessoa física também apresentou expansão, impulsionado principalmente pelo crédito consignado, responsável por mais de 73% da carteira destinada aos consumidores.

No agronegócio, a Caixa encerrou o trimestre com carteira de R$ 64,9 bilhões, enquanto o crédito para empresas alcançou R$ 114,3 bilhões.

Apesar do impacto no lucro da Caixa, o banco afirmou que o aumento das provisões não representa deterioração direta da qualidade da carteira de crédito, mas sim adaptação às novas exigências regulatórias.

A instituição destacou ainda que segue ampliando operações habitacionais e informou que contratou R$ 64,2 bilhões em financiamentos imobiliários somente no primeiro trimestre deste ano.

Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 50

da redação FM 

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