Sem Lula, Janja assumiu agenda presidencial no RS; oposição questiona atuação da primeira-dama no governo e deputado pede investigação da PGR
Parlamentares e líderes da oposição afirmaram à CNN que Janja “não foi eleita” e está assumindo a agenda presidencial sem, de fato, ter cargo para isso.
Um líder da oposição afirmou em reservado que esse problema tem que ser resolvido por Geraldo Alckmin, já que é “vice-presidente e deveria ser quem assumiria no impedimento do presidente da República”.
O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) protocolou um pedido de abertura de inquérito na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Janja, para investigar sua “competência e legalidade em assumir a agenda presidencial”.
O documento, ao qual a CNN teve acesso, pede que a atuação da primeira-dama seja investigada por “usurpação de função pública” e “improbidade administrativa”.
“Causa-nos estranheza e preocupação o fato de que a primeira-dama, que não possui cargo formal dentro da estrutura governamental, assuma tal responsabilidade. Registra-se ainda que Janja da Silva já realiza despachos de seu gabinete, participa de reuniões estratégicas e acompanha o presidente em viagens oficiais, mesmo sem ter sido nomeada para cargo algum”, diz o documento.
“Tornou-se público que, no início deste ano, especulou-se sobre eventual nomeação da primeira-dama para um cargo governamental. No entanto, essa ideia foi descartada devido à preocupação com a caracterização de nepotismo. Apesar de não ter uma posição formal, a primeira-dama tem decisão final em propagandas institucionais do governo, direciona a equipe econômica e já tomou atitudes que divergiram do posicionamento do partido do presidente”, afirma o deputado Evair no documento apresentado à PGR.
A CNN acionou a assessoria de Janja da Silva e aguarda retorno.
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