Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.
Todos os anos o drama se repete. Chega o período de seca, o nível do rio Madeira desce drasticamente e compromete a navegação, única..
Todos os anos o drama se repete. Chega o período de seca, o nível do rio Madeira desce drasticamente e compromete a navegação, única forma de transporte entre Porto Velho e Manaus (AM). Com o nível muito baixo surgem os pedrais e os canais de navegação ficam assoreados com a areia arrastada durante o período de cheias. São centenas de barcos que fazem o vai e vem entre as duas capitais e o rio como estrada ficam comprometido.
Os prejuízos são muitos desde a redução de volume transportado até os acidentes com perdas de cargas e avarias nas embarcações. E o que é previsível nunc tem a solução imediata que seria a dragagem do leito de navegação. Se o problema é corriqueiro já deveria haver um planejamento no sentido de fazer o serviço de dragagem de leito desde o início do período crítico. Dessa forma os prejuízos seriam menores. No entanto, as providências são tomadas apenas após o drama das intensas cobranças e o surgimento de ocorrências de naufrágios, tombamentos ou encalhes.
Outra solução que fica no jogo de empurra é o reasfaltamento da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. A reestruturação dessa rodovia é essencial para dinamizar os transportes de cargas e pessoas, tendo as opções de hidrovia e rodovia. Acontece que passa ano e vem ano e tudo permanece do mesmo jeito. É o drama dos atoleiros no inverno e as crateras ressecadas no verão.
É impressionante o tamanho da indiferença com esses dois fatores fundamentais para a economia regional. Ter uma rodovia com condições de rodagens e ter uma hidrovia com as devidas condições de navegação é o mínimo possível da parte governamental para garantir o crescimento econômico na integração Norte e Oeste do País.
Da redação F/M

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